EMS na Forbes, entre as empresas mais inovadoras
EMS
COM UM RESPEITÁVEL TIME DE 800 PESQUISADORES, A FARMACÊUTICA APOSTOU NO DESENVOLVIMENTO DAS PRIMEIRAS CANETAS DE GLP-1 INTEIRAMENTE BRASILEIRAS PARA ENGORDAR VENDAS E LUCROS
A EMS provavelmente está dentro da sua casa agora mesmo. Ou, no mínimo, já esteve em algum momento. Isso porque há cada vez mais produtos da gigante farmacêutica brasileira. Somente entre janeiro e outubro deste ano, a empresa vendeu 360 milhões de unidades de medicamentos no país – um crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano anterior. O investimento em inovação é a principal explicação para esse resultado, que garantiu a liderança da empresa na corrida por alguns medicamentos no Brasil.
Todos os anos a EMS destina pelo menos 6% do faturamento para pesquisa e desenvolvimento (P&D), uma das maiores taxas do setor na América Latina. “A gente tem uma tendência até de superar esses 6% nos próximos dois anos”, diz Marcus Sanchez, vice-presidente da organização.
Não basta investir, obviamente. É preciso saber no que se investe. E a EMS conseguiu dar um salto na área de maior sucesso hoje no mundo dos remédios: as canetas de emagrecimento. Ao criar uma plataforma de pesquisa de peptídeos (cadeias de aminoácidos que regulam alguns processos do corpo), pode desenvolver do início ao fim as canetas Olire e Lirux, à base de liraglutida, voltadas ao controle de peso e à regulação glicêmica. O avanço colocou o país no mapa global dos tratamentos com GLP-1, hormônio que ajuda a regular os níveis de açúcar no sangue e a controlar o apetite.
“Só na plataforma de peptídeos nosso investimento foi superior a R$ 1 bilhão”, diz Marcus. As canetas – as primeiras e únicas do tipo completamente produzidas no Brasil – receberam a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em dezembro do ano passado e chegaram ao mercado em agosto deste ano. A expectativa da farmacêutica é vender 420 mil unidades nos 12 primeiros meses.
Em se confirmando a previsão, a EMS deve quase dobrar seu crescimento, de 7,5% do ano passado (com faturamento de R$ 6,5 bilhões), para vendas de R$ 7,5 bilhões. Isso deverá ter impacto positivo no grupo ao qual ela pertence, o Grupo NC, cujo faturamento deve chegar a R$ 11,5 bilhões em 2025, 12% a mais que no ano passado.
CIENTISTAS DE VOLTA
A sustentação do ciclo de inovações vem de um respeitável time de P&D: atualmente, a EMS conta com cerca de 800 cientistas e técnicos na área. O objetivo é passar dos mil no ano que vem.
“Já temos aqui cientistas de altíssimo gabarito e agora estamos com um programa de repatriação de brasileiros que seguiram a vida acadêmica fora do país”, conta Marcus. “Percebemos que existe bastante interesse de especialistas brasileiros de voltar para o país e aportar conhecimento na nossa indústria.”
Além do time de carne e osso, a empresa aposta na inteligência artificial no processo de pesquisas, principalmente de peptídeos. “Estamos falando de proteínas projetadas para desempenhar funções muito específicas. Então conseguimos fazer sínteses computacionais para identificar quais sequências têm maior probabilidade de gerar o tratamento desejado, e assim encurtamos o processo de desenvolvimento”, afirma.
A estrutura física da empresa também está em transformação. O plano é investir mais de R$ 1 bilhão nos próximos dois anos na ampliação e modernização das suas instalações, a começar por um novo laboratório, já este mês. “É um espaço supertecnológico, com maquinários de desenvolvimento inéditos na América Latina”, afirma o VP.
Para o ano que vem, a expectativa da EMS é pela queda, em março, da patente do Ozempic, o revolucionário medicamento para o tratamento de diabetes tipo 2 da norueguesa Novo Nordisk, feito com semaglutida. “Desejamos ser a primeira empresa do Brasil a ter o lançamento. Tem outras empresas brigando por esse registro, mas todas elas através de licenciamento, não através de plataforma proprietária como nós.” (CF)
Fonte: Forbes
Saia na frente
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